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sábado, 2 de março de 2013

A Origem... Da Páscoa

"São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração."
- Tom Jobim


A ilha da Páscoa fica na Polinésia Oriental, no Oceano Pacífic- opa, matéria errada...
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A maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Cristo  depois da sua morte em 33 EC. A Páscoa pode cair em uma data, entre 22 de março e 25 de Abril.  (A Bíblia diz que ele morreu com 33 anos e meio, então volte 6 meses e você com certeza não chegará em Dezembro*.) Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o "Pessach" (Páscoa, em grego). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Estremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica/nórdica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat. Porém, é importante mencionar que Ishtar é cognata de Inanna e Astarte (deusas sumérias e fenícias), ambas ligadas a fertilidade, guerra e sexo, das quais provavelmente o mito de "Ostern", e consequentemente a Páscoa (direta e indiretamente), tiveram notórias influências. Também é a deusa dos acádios ou Nammu, e corresponde à deusa Asterote dos filisteus, Isis dos egípcios e é representada pelo planeta Vênus. 
File:British Museum Queen of the Night.jpg

Na Páscoa, é comum a prática de pintar ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas; em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substituídos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia e portanto, este é uma alusão a antigos rituais pagãos. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação associados a deusa nórdica Gefjun.
Ficheiro:Gefion fountain by Anders Bundgaard II.jpg
A lebre (e não o coelho) era o símbolo de Gefjun. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada. Claro que a versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é bem mais comercialmente interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima.
A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. Seus cultos pagãos foram absorvidos e misturados pelas comemorações judaico-cristãs, dando início a Páscoa comemorado na maior parte do mundo contemporâneo.
A The Encyclopædia Britannica comenta: “Não há indício da observância da festividade de Easter [nome inglês das celebrações pascoais na cristandade], quer no Novo Testamento, quer nos escritos dos Pais apostólicos. A santidade de épocas especiais era uma ideia alheia à mente dos primeiros cristãos.” — (1910), Vol. VIII, p. 828.
A The Catholic Encyclopedia nos diz: “Muitíssimos costumes pagãos, celebrando a volta da primavera, gravitavam para Easter [Páscoa]. O ovo é emblema da vida germinante do princípio da primavera. . . . O coelho é símbolo pagão e sempre tem sido emblema da fertilidade.” — (1913), Vol. V, p. 227.
No livro The Two Babylons, de Alexander Hislop, lemos: “Que significa o próprio termo Easter? Não é nome cristão. Leva na própria testa sua origem caldéia. Easter não é outra coisa senão Astarte, um dos títulos de Beltis, a rainha do céu, cujo nome . . . encontrado por Layard em monumentos assírios, é Istar. . . . Esta é a história de Easter. As observâncias populares que ainda acompanham o período de sua celebração confirmam amplamente o testemunho da história quanto ao seu caráter babilônico. Os bolinhos quentinhos marcados com uma cruz, na sexta-feira da Paixão, e os ovos tingidos, do domingo da Páscoa ou Easter, constavam dos ritos dos caldeus exatamente como agora.” — (Nova Iorque, 1943), pp. 103, 107, 108; compare com Jeremias 7:18.
Quanto à páscoa original, judaica, foi instituída na noite que precedeu o Êxodo do Egito. A primeira Páscoa foi celebrada por volta da época da lua cheia, no dia 14 do mês de abibe (mais tarde chamado nisã) do ano 1513 AEC. Dali em diante, deveria ser celebrada anualmente. (Êx 12:17-20, 24-27) Abibe (nisã) cai nos meses de março-abril do calendário gregoriano.A Páscoa comemora a libertação dos israelitas do Egito e serem os seus primogênitos ‘passados por alto’ quando Deus destruiu os primogênitos do Egito (assim como o sacrifício do Cordeiro Cristo nos libertou da escravidão ao Pecado e à Morte). Quanto à época do ano, caía no início da colheita da cevada. — Êx 12:14, 24-47; Le 23:10.
A Páscoa era uma celebração comemorativa; portanto, a ordem bíblica era: “E terá de acontecer que, quando os vossos filhos vos disserem: ‘Que significa para vós este serviço?’, então tereis de dizer: ‘É o sacrifício da páscoa a Jeová, que passou por alto as casas dos filhos de Israel no Egito quando feriu os egípcios, mas livrou as nossas casas.’” — Êx 12:26, 27.
Visto que a Bíblia declara definitivamente que Cristo é o sacrifício da Páscoa (1Co 5:7) e que ele celebrou a refeição pascoal na noite antes de ser morto, a data de sua morte deve ser 14 de nisã, não 15 de nisã, a fim de cumprir com exatidão o fator tempo retratado no tipo, ou sombra, fornecido na Lei.
Lembrando que a morte de Cristo substituiu a Páscoa, e que ele mandou seus seguidores a celebrar sua morte, não a páscoa. Certas particularidades da celebração da Páscoa cumpriram-se em Jesus. Um cumprimento está relacionado com o fato de que o sangue sobre as casas no Egito livrou os primogênitos israelitas da destruição às mãos do anjo destruidor. Paulo fala dos cristãos ungidos como a congregação dos primogênitos (He 12:23), e de Cristo como o seu libertador, mediante o seu sangue. (1Te 1:10; Ef 1:7) Nenhum osso do cordeiro pascoal devia ser quebrado. Havia sido profetizado que nenhum dos ossos de Jesus seria quebrado, e isto se cumpriu por ocasião de sua morte. (Sal 34:20; Jo 19:36) Assim, a Páscoa observada pelos judeus durante séculos era uma daquelas coisas em que a Lei provia uma sombra das coisas vindouras e apontava para Jesus Cristo, “o Cordeiro de Deus”. — He 10:1; Jo 1:29.

*visto que a morte de Jesus ocorreu no mês primaveril de nisã, seu ministério, que começou três anos e meio antes, segundo Daniel 9:24-27, deve ter tido início no outono, por volta do mês de etanim (setembro-outubro). Portanto, o ministério de João (iniciado no 15.°  ano de Tibério) deve ter começado na primavera do ano 29 EC. Por conseguinte, o nascimento de João é situado na primavera do ano 2 AEC, o nascimento de Jesus ocorreu seis meses depois, no outono de 2 AEC, seu ministério começou cerca de 30 anos depois, no outono de 29 EC, e sua morte se deu no ano 33 EC (em 14 de nisã, na primavera, conforme declarado).

Bibliografia:
Além das Enciclopédias e afins citados, pesquisei na Wikipédia, nada na SuperInteressante, e no Estudo Perspicaz das Escrituras, volume III.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

A Origem... do Carnaval

"Todo Carnaval tem seu fim..."
- Los Hermanos


Há 3 mil anos a maior de todas as festas. Para homenagear Saturno* (o grego Cronos, titã e deus supremo da 2ª geração de deuses da mitologia grega, deus da agricultura e do tempo), os romanos faziam a Saturnália. Durante a festa, escolas não abriam, escravos eram soltos e o povo ia às ruas, onde um carro alegórico em forma de navio abria caminho na multidão fantasiada. Na Idade Média, o Carnaval era chamado de "festa dos loucos". No Renascimento, ganhou força na Itália, França e Portugal, países onde surgiram o pierrot, a colombina, o confete e a serpentina.

O Carnaval se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 antes de Jesus nascer na Terra. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 "d.C.". Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. O Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsinque.

Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. O Carnaval "cristão" surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres. É interessante que várias obras de referência fornecem uma derivação alternativa da palavra “carnaval”. Por exemplo, o Standard Dictionary of Folklore, Mythology and Legend de Funk & Wagnalls, diz: “Explica-se Carnaval como sendo . . . derivado de carrus navalis, carro do mar, um veículo sobre rodas em forma de barco, usado nas procissões de Dionísio (mais tarde em outras procissões festivas) e do qual eram entoadas músicas satíricas de todos os tipos.” Poderia esta derivação da palavra “carnaval”, de carrus navalis, ser a mais exata? Depois de considerar as festas de muitos povos antigos, que apresentavam carroças de navios, danças promíscuas e fantasias e máscaras, Carl Rademacher concluiu que esta derivação “tem muita coisa em seu favor”.

No período do Renascimento, as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os bailes de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual. O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro*. Todas as atividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.

Consegue imaginar Jesus Cristo ou seus apóstolos participando nas festas que deram origem ao carnaval, tomando parte nas bebedeiras, na imoralidade e nas danças desenfreadas de tais festas antigas? Se não, como pode uma pessoa ser verdadeiro seguidor de Cristo e participar nas modernas festas carnavalescas? (2 Cor. 6:14-17.)

*em postagem posterior, mostrarei como isso influenciou a origem do Natal.