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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sistema Solar - Parte 2

Homer: -"Mas quem vai cuidar das crianças?"
Marge: -"Você!"
Homer: -"Eu!? Mas eu sou o pai!..."

Apressei essa postagem devido ao aniversário de Nicolau Copérnico (ele nasceu em 19 de Fevereiro de 1473. A teoria do modelo heliocêntrico, a maior teoria de Copérnico, foi publicada em seu livro, De revolutionibus orbium coelestium ("Da revolução de esferas celestes"), durante o ano de sua morte, 1543. 

O livro marcou o começo de uma mudança de um universo geocêntrico com a Terra em seu centro. Copérnico acreditava que a Terra era apenas mais um planeta que concluía uma órbita em torno de um sol fixo todo ano e que girava em torno de seu eixo todo dia. Ele chegou a essa correta explicação do conhecimento de outros planetas e explicou a origem dos equinócios corretamente, através da vagarosa mudança da posição do eixo rotacional da Terra. Ele também deu uma clara explicação da causa das estações: O eixo de rotação da terra não é perpendicular ao plano de sua órbita. Apesar de Copérnico colocar o Sol como centro das esferas celestiais, ele não fez do Sol o centro do universo, mas perto dele.
Muitos astrônomos aceitaram partes de sua teoria, e seu modelo influenciou muitos cientistas renomados que viriam a fazer parte da história, como Galileu e Kepler, que conseguiram assimilar a teoria de Copérnico e melhorá-la. As observações de Galileu das fases de Vênus produziram a primeira evidência observacional da teoria de Copérnico. Além disso, as observações de Galileu das luas de Júpiter provaram que o sistema solar contém corpos que não orbitavam a Terra.
O sistema de Copérnico pode ser resumido em algumas proposições, assim como foi o próprio Copérnico a listá-las em uma síntese de sua obra mestra, que foi encontrada e publicada em 1878.
As principais partes da teoria de Copérnico são:
  • Os movimentos dos astros são uniformes, eternos, circulares ou uma composição de vários círculos (epiciclos).
  • O centro do universo é perto do Sol.
  • Perto do Sol, em ordem, estão Mercúrio, Vênus, Terra, Lua, Marte, Júpiter, Saturno e as "estrelas fixas".
  • A Terra tem três movimentos: rotação diária, volta anual, e inclinação anual de seu eixo.
  • O movimento retrógrado dos planetas é explicado pelo movimento da Terra.
  • A distância da Terra ao Sol é pequena se comparada à distância às estrelas.
Os filósofos do século 15 aceitavam o geocentrismo, que afirmava (corretamente) que a Terra era esférica, mas também afirmava (erradamente) que a Terra estaria parada no centro do Universo enquanto os corpos celestes orbitavam em círculos concêntricos ao seu redor. Essa visão geocêntrica tradicional foi abalada por Copérnico em 1537, quando este começou a divulgar um modelo cosmológico em que os corpos celestes giravam ao redor do Sol, e não da Terra. Essa era uma teoria de tal forma revolucionária que Copérnico escreveu: "quando dediquei algum tempo à ideia, o meu receio de ser desprezado pela sua novidade e o aparente contra-senso quase me fez largar a obra feita".
Como Copérnico tinha por base apenas suas observações dos astros a olho nu e não tinha possibilidade de demonstração da sua hipótese, muitos homens de ciência acolheram com ceticismo as suas ideias. Apesar disso, o trabalho de Copérnico marcou o início de duas grandes mudanças de perspectiva. A primeira, diz respeito à escala de grandeza do Universo: avanços subsequentes na astronomia demonstraram que o universo era muito mais vasto do que supunham quer a cosmologia aristotélica quer o próprio modelo copernicano; a segunda diz respeito à queda dos graves. A explicação aristotélica dizia que a Terra era o centro do universo e portanto, o lugar natural de todas as coisas. Na teoria heliocêntrica, contudo, a Terra perdia esse estatuto, o que exigiu uma revisão das leis que governavam a queda dos corpos, e mais tarde, conduziu Isaac Newton (só os cara massa nessa postagem, viu?) a formular a lei da gravitação universal.
Naquele tempo a Igreja Católica aceitava essencialmente o geocentrismo aristotélico, (embora a esfericidade da Terra estivesse em aparente contradição com interpretações literais de algumas passagens bíblicas). Ao contrário do que se poderia imaginar, durante a vida de Copérnico não se encontram críticas sistemáticas ao modelo heliocêntrico por parte do clero católico. De fato, membros importantes da cúpula da Igreja ficaram positivamente impressionados pela nova proposta e insistiram para que essas ideias fossem mais desenvolvidas. )Copérnico foi Cônego da Igreja) Contudo a defesa, quase um século depois, por Galileu Galilei, da teoria heliocêntrica deparou-se com grandes resistências na Igreja Católica.
Referências: Wikipédia, claro.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Sistema Solar - Parte 1

"Pra Lua a taxa é alta, pro Sol, identidade!
Vai já pro seu foguete viajar pelo universo,
É preciso o meu carimbo dando sim, sim, sim.
O seu Plunct, Plact Zum não vai a lugar nenhum..."
- O Carimbador Maluco, Raul Seixas

Nessa série de postagens, vou colocar algumas coisas interessantes sobre o sistema solar. O Sol compreende mais de 99% da massa do sistema, composto principalmente de hidrogênio e hélio (que, aliás, correspondem a 90% e 9% do universo conhecido, respectivamente) e que gera sua energia a partir da fusão nuclear.

Localização: Braço de Órion, Via Láctea.
(quase todas as estrelas vistas a olho nu também estão nesse Braço, que contém ainda muitas Nebulosas e Aglomerados abertos. Fica entre o Braço de Sagitário e o de Perseus, dois dos quatro maiores braços espirais da Via Láctea, inclusive ele é Laranja.)
Estrela Mais Próxima: Proxima Centauri (4,22 anos-luz, no sistema Alpha Centauri)
Sistema Planetário Mais Próximo: Alpha Centauri (4,37 anos-luz)
Planetas ("Normais") Conhecidos: 8
Planetas Anões Conhecidos: 5
Distância ao Centro Galático: 27000±1000 anos luz
Todos os planetas do Sistema Solar orbitam o Sol em sentido anti-horário quando vistos "de cima".

Comparação de Tamanhos, mas não de distâncias
Lei de Titius-Bode
É uma controversa lei matemática que define, muito aproximadamente, as distâncias planetárias. (Foi desenvolvida em 1766 por Johan Daniel Tietz [1729–1796], mais conhecido por seu nome latinizado Titius [pronuncia-se Tícius] e muito divulgada pelo astrônomo alemão Johann Elert Bode [1747–1826], que acabou definindo a seqüência final, que hoje conhecemos como Lei de Titius-Bode.)
Esta lei parte-se de uma progressão geométrica de razão 2, a partir do segundo termo:
0, 1, 2, 4, 8, 16 e 32
Titius, multiplicou cada um destes termos por 3:
0, 3, 6, 12, 24, 48 e 96
e adicionou 4 unidades a cada um deles, obtendo-se:
4, 7, 10, 16, 28, 52 e 100
e finalmente dividindo-os por 10:
0.4, 0.7, 1.0, 1.6, 2.8, 5.2 e 10.0
Sabendo-se que uma unidade astronômica (UA) é distância média da Terra ao Sol, os valores obtidos representam as distâncias médias dos planetas, em UA, em relação ao Sol.
O mais curioso nesta lei é que ela previa a existência de um planeta entre as órbitas de Marte e Júpiter, há 2,8 UA do Sol, mas que não existia. Em outra postagem falarei sobre isso.
Infelizmente, essa lei foi desbancada pelo descobrimento de Netuno e Plutão, já que esses dois planetas não seguem essa lei. 

PLANETA
K
Distância pela Lei de TB (UA)
Distância Real (UA)
% erro
Vênus
0
0,4
0,39
2,56
Mercúrio
1
0,7
0,72
2,78
Terra
2
1
1
0
Marte
4
1,6
1,52
5,26
Ceres*
8
2,8
2,77
1,08
Júpiter
16
5,2
5,20
0
Saturno
32
10
9,54
4,82
Urano
64
19,6
19,2
2,08
Netuno
128
38,8
30,06
29,08
Plutão*
256
77,2
39,44
95,75
*Ceres era considerada um planeta de 1801 até 1860.
Plutão era considerado um planeta de 1930 a 2006.

Observe que a distância real de Plutão é bem próxima à Distância pela Lei de Titius-Bode sobre Netuno.